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NOTÍCIAS

Confira nossas ultimas notícias!

VOCÊ CURTE ARTESANATO?

26-01-2017

As inscrições para o Tecendo Arte estão abertas.

O projeto consiste em oficinas de artesanato sustentável, e empreendedorismo, para moradoras de comunidades do Rio de Janeiro e  incentiva o empoderamento feminino, através da geração de renda, nas regiões beneficiadas. 

Onde acontece:

 

Terças e quintas - 13h às 16h - Conjunto Habitacional Mangueira II - Maracanã

Quartas e sextas - 13h às 16h - Associação de Moradores do Complexo Inácio Dias - Água Santa 

 

As participantes recebem lanche, camiseta, material do curso e o certificado. 

 

O projeto é realizado pelo Instituto Musiva e conta com o Patrocínio da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, através da Lei Municipal de Incentivo à Cultura, do MetrôRio e o Apoio do Instituto Invepar.

Vagas limitadas!!
Contatos: 
(21) 4105 4426

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NATAL AMBIENTAL

19-12-2016

Baseado no sucesso do "Dia das Crianças Ambiental" é que será feito o evento "Natal Ambiental"

A iniciativa visa a promoção de atividades de animação, contação de histórias, teatralização, oficinas ambientais, para crianças, com idade entre 6 e 11 anos de idade, das comunidades do Maracanã/Mangueira, no dia 20/12, e de Água Santa, em 21/12. O evento é um  desdobramento do projeto Tecendo Arte, que promove a capacitação de 100 mulheres, ao ano, através das técnicas de artesanato sustentável. Além das atividades lúdicas as crianças receberão, também, um lanche reforçado e petecas artesanais feitas, com resíduos sólidos, pelas mães, participantes do projeto Tecendo Arte. No total serão beneficiadas 60 crianças e o intuito é estimular a mobilização de pessoas em prol de um Natal criativo e mais sustentável. O projeto tem o Patrocínio da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, através da Lei Municipal de Incentivo à Cultura, do MetrôRio, da LAMSA - Linha Amarela S.A e o Apoio do Instituto INVEPAR, UNISUAM.

PROGRAMAÇÃO:

Conjunto Habitacional Mangueira II

Rua Visconde de Niterói, 90- Maracanã

Horário: 15h às 17h

Data: 20/12/2016

Quantidade: 30 crianças 

 

Associação de Moradores do Morro do 18 - Complexo Inácio Dias 

Rua Laís Areda, 21 - Água Santa

Horário: 15h às 17h

Data: 21/12/2016
Quantidade: 30 crianças

APOIO

Ontem, dia 05/10, foi o Dia do Empreendedor e, assim como muitos brasileiros, Jordânia, jovem moradora da comunidade do Maracanã, tornou-se empreendedora através do projeto Tecendo Arte.

 

"Participar do Tecendo Arte foi uma experiência muito positiva. Aprendi a reaproveitar materiais recicláveis de casa que iam para o lixo. Hoje, eles são matéria-prima para os produtos que desenvolvo. Além de ter aprendido as técnicas, ainda ganho uma grana extra que me ajuda nas contas de casa.”

 

#InstitutoMusiva #MetrôRio #InstitutoInvepar #Sustentabilidade

RUMOS SUSTENTÁVEIS

11-07-2016

Projeto Tecendo Arte leva empreendedorismo, economia criativa e educação ambiental para comunidades do Rio de Janeiro

A sociedade global segue atenta às questões que envolvem a sustentabilidade em todas as suas vertentes: econômica, social e de sobremodo ambiental. O mundo globalizado e a agilidade na comunicação têm contribuído para a disseminação desse conceito de vida sustentável em prol da preservação do planeta. A sustentabilidade está definida como a capacidade que o indivíduo ou um grupo de pessoas tem em se manterem dentro de um ambiente sem causar impactos a esse ambiente. Os temas como reciclagem e reaproveitamento de resíduos vêm sendo considerados cada vez mais urgentes e importantes, pois o futuro da humanidade depende da relação estabelecida entre a natureza e o consumo responsável dos recursos naturais disponíveis. A partir desse conceito, de vida sustentável, é que o Tecendo Arte foi idealizado. A iniciativa prevê a capacitação artística de moradoras de regiões populares; através das técnicas de cartonagem, pintura em tecido, costura, desenho, colagem, bordado, pintura em garrafas e papel machê, a partir do reaproveitamento de resíduos sólidos como caixas de leite para a produção de artigos criativos. Os produtos feitos pelas participantes são comercializados em feiras e no quiosque Musiva e retorna para as mesmas como ajuda de custo. Além de curso de artesanato sustentável, o Tecendo Arte promove oficinas de educação ambiental para estudantes de escolas públicas, no sentido de incentivar a consciência ambiental e o descarte correto do lixo aos mais jovens. O projeto está sendo executado no Maracanã e em Água Santa. Com o patrocínio da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, através da Lei Municipal de Incentivo à Cultura/SMC, do MetrôRio e da LAMSA e apoio do Instituto INVEPAR e da Unisuam tem a missão de percorrer, ao longo de 2016, outras localidades da Cidade.

 

Ao incentivar  a geração de renda e o empoderamento feminino, o projeto contribui para o cumprimento do Objetivo do Desenvolvimento Sustentável (ODS*) nº 5.

*ODS são uma agenda mundial de 17 objetivos e 169 metas em que são previstas ações nas áreas de erradicação da pobreza, segurança alimentar, agricultura, saúde, educação, igualdade de gênero, redução das desigualdades, energia, água e saneamento, padrões sustentáveis de produção e de consumo, mudança do clima, cidades sustentáveis, proteção e uso sustentável dos oceanos e dos ecossistemas terrestres, crescimento econômico inclusivo, infraestrutura, industrialização, entre outros.

Bruna Magalhães

Raquel Amaral

LOJA MUSIVA NO METRÔ

22-06-2016

Projeto Tecendo Arte leva quiosque de Arte-sanato para Estação do MetrôRio.

No dia 03/06 o Instituto Musiva, em parceria com o MetrôRio, lançou um quiosque, que comercializa artesanato sustentável, na estação do Catete. O quiosque possui produtos feitos por integrantes do projeto sociocultural denominado Tecendo Arte, que ensina mulheres de comunidades transformarem resíduos sólidos, como caixas leite e garrafas de azeite, em artigos de decoração ou acessórios de moda sustentável. A iniciativa realizada em comunidades do Rio de Janeiro situadas no entorno das Estações do MetrôRio e da Linha Amarela, incentiva a geração de renda e o empoderamento feminino. O projeto conta com o patrocínio da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, através da Lei Municipal de Incentivo à Cultura/SMC, do MetrôRio e da LAMSA, e o apoio do Instituto INVEPAR e da Unisuam. Coordenado pelo empreendedor social Valmir Vale juntamente com gestora projetos Raquel Amaral, o projeto tem a meta de beneficiar 100 mulheres ao ano e capacitá-las, também, em oficinas de empreendedorismo para estimular a economia criativa na localidades beneficiadas.

Raquel Amaral

Thyago Martins

MUSIVA - 6 ANOS DE TRANSFORMAÇÃO

12-06-2016

A historia do nosso projeto.

Musiva tem origem na palavra Mousein que significa próprio das musas e originou as palavras música, museu e mosaico. O mosaico é uma técnica milenar que promove a junção de cacos (de azulejos, vidro, cerâmica ou outros materiais sólidos). A sintonia nesta junção forma imagens que  decoram superfícies planas ou curvas. O mosaico estimula o desenvolvimento motor das crianças, promove a criatividade e a participação em equipe. A arte é capaz de estimular o bem estar nos envolvidos e muitas vezes é confundida até mesmo com terapia. Muitas palavras que remetem à beleza relacionam-se com Musiva e por isso este é o nome que nos representa. Nosso objetivo é levar arte, beleza e cores para as comunidades populares incentivando a população a retomar a auto estima.

   

 Em 2004 foi organizado como o Movimento Social Casa dos Mosaicistas. A casa do seu José Lins, um dos fundadores do Parque Proletário de Vigário Geral, abrigava o grupo que produzia placas de números que eram doadas aos moradores. Muitos foram os apoiadores e incentivadores do movimento que iniciava em Vigário Geral. Com o passar dos meses os números deram origens à quadros de mosaico e painéis mais elaborados. Em pouco tempo muitos imóveis já possuíam identificação postal e em um efeito multiplicador, alguns moradores passaram a pintar a fachada de suas casas para aproximar os muros à beleza dos números de mosaico. O movimento liderado pelo artista urbano Valmir Vale atraiu a atenção de um jornal de circulação no terceiro setor e partir daí começou a divulgação do Movimento social. Assim nascia o Instituto Musiva. Em 2010, já formalizada, a organização foi contratada para realizar oficinas criativas e incentivar a geração de renda nas comunidades do Complexo do Alemão e da Rocinha.  Desde então o Instituto não parou mais.

Em 06 anos de atuação são 1.389 beneficiários, diretos, entre atividades de educação artística e ambiental e intervenção urbana, nas comunidades de Vigário Geral, Rocinha, Complexo do Alemão, Cantagalo, Cidade de Deus, Morro do Estado (Niterói), Deodoro, Comunidade Agrícola de Higienópolis, IAPI de Del Castilho, Comunidade da Coréia (Del Castilho) e dos bairros de Ramos, Olaria, Bonsucesso, Del Castilho e Inhaúma.  Musiva é uma obra de arte em construção e a premissa do Instituto é desenvolver conhecimento e realizar ações em parceria com a sociedade. É missão da instituição dar vez e voz aos indivíduos para estimular que os mesmos tomem consciência de si entendendo o seu papel como cidadãos e  parte integrante da sociedade em que vivemos; envolvendo empresas, poder público, acadêmicos e comunidades, em diversas iniciativas, para fomentar o diálogo e propor soluções que beneficiem à toda a população.

Após anos de experiências, realizando cursos e oficinas em comunidades, foi possível observar que a população necessita de algo que vá além do conteúdo teórico, para sair da estagnação. Para transformar vidas é necessário, também, propor soluções para gerar empoderamento econômico às populações postas à margem. Por isso os projetos da instituição estimulam a prática empreendedora para o alcance (ou elevação) de renda e da auto estima. Sendo assim, o instituto se propõe a dar o peixe, mas também ensina a pescar!

Além do mosaico as demais áreas de atuação, como fotografia social, artesanato sustentável e gastronomia, foram inseridas como oportunidade de negócio para a geração de renda às donas de casa. Neste sentido o intuito é sempre ampliar os impactos, econômicos, sociais e ambientais através da economia criativa, em comunidades em vulnerabilidade social.

Com isso vemos que a nossa missão não está cumprida, mas está apenas começando! Queremos construir junto com a sociedade  um movimento constante pela inclusão social e melhoria da qualidade de vida, de moradores de comunidades populares, por todo o país.

 

 Raquel Motta Amaral

A ARTE QUE TRANSFORMA

01-06-2016

Ex-morador de comunidade carioca leva arte para os morros do Rio de Janeiro.

“Estava no meio do Oceano Atlântico, num local muito próximo à África – Ilhas Canárias. Em 2003 estava morando em uma pequena vila de pescadores chamada Punta Brava, uma vila que tinha uma arquitetura bem distinta: ruas bem estreitas, com casas pequenas, com vielas cheias de curvas. Um dia, eu comecei a olhar aquela estrutura das ruas e das casas e percebi que o que me encantava era que essa estrutura parecia uma favela do Rio de Janeiro como aquela que eu nasci e fui criado: Vigário Geral.

Nessa vila no meio do Oceano Atlântico, voltei brevemente à minha infância, lembrando-me com saudades daqueles tempos: umas ruas eram de barro e outras de areia amarela, só havia um orelhão para uns 11 mil habitantes, poucas eram as casas de tijolos com lajes, muitos eram os barracos de madeira e alguns até de 2 andares iluminados com luz de galena. Mas com tudo àquilo tive tempos muitos felizes! Naquele tempo uma criança vivia com a liberdade e a alegria para ser criança!

Nasci na “favela” e nunca tive vergonha das minhas origens, ao contrário, já que tive uma infância marcada por travessuras: era futebol nos campos, soltava muita pipa, jogava bola de gude, andava de patinete de madeira pelas ruas, além de sempre encontrar matéria-prima para um de meus passatempos prediletos (fazer esculturas com barro). A arte entrou na minha vida durante a minha infância. Eu vi o Vigário Geral ser construído, como se fosse uma grande obra de arte pública, e os artistas eram os moradores. Eu vi esse lugar quando era pântano, cheio de lama e jacarés nas ruas.

Além de Vigário Geral, considero que a minha escola da vida e aprendizagem artística foi com escultores das escolas de samba. Trabalhei na escola de samba da Mangueira e da Portela. Naquela época, era muito visceral. Não tinha a Cidade do Samba, fazíamos o carnaval nos barracões lá no cais do porto, os tetos dos barracões eram todos cheios de furo. Era buraco, era chuva caindo. Estranhamente, o que escutávamos era música clássica. A nossa música de virar a noite era Mozart, Beethoven e Bach.

Essa foi a minha faculdade de belas artes. Não tive acompanhamento acadêmico. Meus grandes mestres foram os escultores nos barracões, que tampouco tinham esse tipo de formação, alguns mal sabiam escrever os nomes. Porém, tinham uma percepção da vida e da realidade que os rodeava que me incentivava a trabalhar com a arte e de levar essa mesma arte para a minha comunidade”, conta Valmir Vale."

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